O governo Sérgio Cabral está investindo muito em infraestrutura na Capital (incluindo comunidades pacificadas), nos arredores, mas as cidades da Região Metropolitana continuam com mobilidade urbana precária, cuja solução vai depender do redirecionamento dos investimentos em comum acordo com os parlamentares e segmentos da sociedade organizada.
Em um ano e meio, com o apoio das
Os líderes das bancadas do PT, André Ceciliano; PDT, Luiz Martins; PSDB, Luiz Paulo; de governo, André Corrêa, e mais os deputados Xandrinho (PV) e Comte Bittencourt, além do então líder do governo, André Lazaroni, participaram intensamente dos debates na Assembleia Legislativa para conseguir uma melhor alocação e aproveitamento dos recursos solicitados pelo governador Sérgio Cabral. No que pese a atuação positiva desses parlamentares, o governo estadual se mostrou insensível às muitas reivindicações.
>> Situação na Baixada - Na Baixada Fluminense, onde a situação é mais grave, a mobilidade urbana não encontrou ainda uma solução definitiva, o que seria possível com a extensão da linha 2 do metropolitana para a Baixada Fluminense, como defende o deputado Xandrinho. A outra questão pública relacionada com a mobilidade urbana envolve o transporte de passageiros por ônibus e o grande volume de carros de passeio em circulação, objeto de recente audiência pública realizada pelo líder do PT, André Ceciliano.
"Esse é problema grave e tende a se agravar mais ainda se não for encontrada uma solução para o grande volume de ônibus e carros de passeio em circulação entre a Baixada e a Capital", analisa André Ceciliano, lembrando que os esforços devem ser conjuntos entre o governo Sérgio Cabral, as prefeituras e os representantes do povo das cidades da Região Metropolitana.
Essa discussão também tem que passar pelas Comissões de Transportes, presidida pelo deputado Marcelo Simão (PSB), e de Obras, presidida pelo deputado Pedro Fernandes (PMDB), que precisam atuar mais enfaticamente junto às secretarias estaduais e municipais de Transporte e de Obras. Trens e metrô, na opinião desses parlamentares, figuram como instrumento capaz de aliviar as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da Baixada Fluminense que levam entre duas e até três horas para chegarem ao trabalho pela manhã e voltarem para casa no final da tarde.
Diálogo permanente entre o governo e segmentos sociais
O líder do PDT e presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Luiz Martins, ressalta a importância de um diálogo permanente do governo com os diversos segmentos sociais que são vítimas da mobilidade urbana precária, principalmente quanto à questão do transporte público de massa. Para Luiz Martins, ouvir a população é muito importante. Os trabalhadores são vítimas frequentes de problemas nos trens, nas barcas e até no metrô, observa Luiz Martins.
"Os trabalhadores da Baixada Fluminense sofrem com o transporte precário de ônibus, daí a necessidade de se estender o metrô até Nova Iguaçu", diz o deputado Xandrinho, acrescentando que o metrô vai absorver parte significativa dos passageiros dos ônibus cujos caminhos terão que ser redirecionados. Frisa que, além de investimentos, a Baixada é também um problema de planejamento. O governo, na sua opinião, tem que planejar o transporte urbano na Região Metropolitana como um todo e não apenas de uma cidade ou região.
Para o líder do PT, deputado André Ceciliano, criar mecanismos capazes de melhorar a mobilidade urbana nas cidades da Baixada Fluminense, nesse momento que o governo está investindo pesado para receber os grandes eventos, como da visita do Papa Francisco, e os jogos olímpicos e Copa do Mundo, é importante para inserir a Baixada e proporcionar aos seus moradores novas e melhores condições de vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário