sábado, 19 de outubro de 2013

Panorama da Política Nacional ! Picadinhos


Cabral não conseguiu convencer em
nada o presidente do PT nacional

SÉRGIO Cabral (PMDB), governador do Rio, não conseguiu convencer o presidente nacional do PT, Rui Falcão, a recuar a candidatura do senador petista Lindbergh Farias ao governo. O encontro (16/10) foi lacrado aos jornalistas, mas vazaram informações de que Cabral apresentou o patrimônio do seu partido: 26 das 92 prefeituras do estado, além de seis vice-prefeitos, 15 deputados estaduais, seis federais e centenas de vereadores, junto com um grande batalhão de candidatos a pedir votos para a reeleição da presidenta Dilma. Um patrimônio e tanto – que Lindbergh não tem a oferecer. 

Rui Falcão não escondeu o apoio
de Lula ao senador Lindbergh

RUI FALCÃO, dirigente petista, não escondeu o apoio do partido à candidatura de Lindbergh, mas tentou convencer Cabral a manter os cargos do PT em seu governo. Ele teria alegado, também, que o adversário maior do PT seria o deputado Garotinho (PR), que lidera as pesquisas de opinião, seguido pelo senador Marcelo Crivela (PRB), enquanto o senador petista vem na terceira posição. Mas Cabral não engoliu o argumento e não escondeu que o PMDB poderá apoiar a candidatura de Aécio Neves (PSDB) presidente. 

Garotinho aceita ser palanque do 
PT de Dilma no Rio de Janeiro

GAROTINHO, estrategicamente, ao se reunir também com Rui Falcão, em Brasília, aceitou que Dilma tenha dois palanques no Rio: o seu e o de Lindbergh. Mas ressalta que, em contrapartida, quer ser correspondido pelo poder do governo – ele não explica a que correspondência se refere, mas os bisbilhoteiros de plantão pensam logo em ministérios e cargos. Há quem garanta que a soma dos dois, menos o percentual de Marina Silva (que teve 2,6 milhões de votos no Rio), equilibra o percentual que Cabral poderia retirar. 

Senado devolve às Assembleias o
direito de criar novos municípios

O poder de criar novos municípios retornou para as Assembleias Legislativas – uma prerrogativa que havia sido retirada das mãos dos deputados estaduais desde 1996. A devolução foi feita, esta semana, pelo Senado, ao aprovar o projeto de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). A iniciativa, que depende de plebiscito, já foi sancionada pela presidenta Dilma e, de cara, 410 novos municípios deverão ser criados nos 26 estados, onde já existem 5.570 cidades. Só poderá virar cidade as localidades com, no mínimo, 5.997 moradores. 

Essa é do Collor

É do senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) a autoria do projeto que isenta os trabalhadores do desconto de 6% do valor do vale-transporte. Para ele, esse valor ajuda ao empregado e não causa forte impacto à economia do empregador. 



Fonte: Jornal de Hoje-NI (Coluna Visão Geral)


Reforma Política mais uma oportunidade perdida


Na quinta-feira passada o grupo de trabalho para a reforma política presidido pelo deputado Cândido Vacarezza enterrou minha proposta de sistema eleitoral misto. Ela chegou a ser a mais votada numa das preliminares mas, ao cabo de um processo meio complicado, acabou derrotada no turno final pela proposta do deputado Marcos Pestana, do PSDB.
Minha proposta de voto distrital misto acabou enterrada numa curiosa aliança entre o PT e os tucanos. Foi algo meio incompreensível na medida em que a proposta que eu defendia contemplava parcialmente (em 50%)  o voto por lista defendido pelo PT que acabou no entanto preferindo a proposta de Pestana.
Esta é basicamente o sistema proporcional personalizado atual –para mim a uma das  raízes dos males da política brasileira--  só que subdividido em grandes distritos. Isso melhora as condições de campanha para a média dos políticos: barateia e regionaliza mas mantêm alguns dos grandes males: continuaremos a ter gente eleita com menos votos que outros não-eleitos e a política continuará a ser um jogo hiperpersonalista.
Perdeu-se a oportunidade  de operar uma mudança mais profunda que iria fortalecer e decantar os partidos, por um lado, e consagrar quem de fato tem voto, por outro. Optou-se por um sistema que preserva boa parte dos problemas do atual mas que nas palavras do seu proponente: “teria mais condições de passar pelo baixo-clero”.
Entendo as razões do deputado Pestana que é um parlamentar sério e correto. Essa proposta é parecida com a que havia apresentado anteriormente o deputado Mendes Thamen, outro tucano de boa linhagem. O surpreendente, no entanto é a posição do PT. Da pra desconfiar que há algo mais no ar do que simples aviões de carreira. Votarem contra algo que se aproxima mais de suas posições para votar numa proposta dos tucanos é no mínimo curioso. Por que será? 
Alfredo Sirkis é jornalista, escritor e deputado federal pelo PSB-RJ
Fonte: JB(Jornal)

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