
Cabral não conseguiu convencer em
nada o presidente do PT nacional
SÉRGIO Cabral (PMDB), governador do Rio, não conseguiu convencer o presidente nacional do PT, Rui Falcão, a recuar a candidatura do senador petista Lindbergh Farias ao governo. O encontro (16/10) foi lacrado aos jornalistas, mas vazaram informações de que Cabral apresentou o patrimônio do seu partido: 26 das 92 prefeituras do estado, além de seis vice-prefeitos, 15 deputados estaduais, seis federais e centenas de vereadores, junto com um grande batalhão de candidatos a pedir votos para a reeleição da presidenta Dilma. Um patrimônio e tanto – que Lindbergh não tem a oferecer.
de Lula ao senador Lindbergh
RUI FALCÃO, dirigente petista, não escondeu o apoio do partido à candidatura de Lindbergh, mas tentou convencer Cabral a manter os cargos do PT em seu governo. Ele teria alegado, também, que o adversário maior do PT seria o deputado Garotinho (PR), que lidera as pesquisas de opinião, seguido pelo senador Marcelo Crivela (PRB), enquanto o senador petista vem na terceira posição. Mas Cabral não engoliu o argumento e não escondeu que o PMDB poderá apoiar a candidatura de Aécio Neves (PSDB) presidente.
PT de Dilma no Rio de Janeiro
GAROTINHO, estrategicamente, ao se reunir também com Rui Falcão, em Brasília, aceitou que Dilma tenha dois palanques no Rio: o seu e o de Lindbergh. Mas ressalta que, em contrapartida, quer ser correspondido pelo poder do governo – ele não explica a que correspondência se refere, mas os bisbilhoteiros de plantão pensam logo em ministérios e cargos. Há quem garanta que a soma dos dois, menos o percentual de Marina Silva (que teve 2,6 milhões de votos no Rio), equilibra o percentual que Cabral poderia retirar.
direito de criar novos municípios
O poder de criar novos municípios retornou para as Assembleias Legislativas – uma prerrogativa que havia sido retirada das mãos dos deputados estaduais desde 1996. A devolução foi feita, esta semana, pelo Senado, ao aprovar o projeto de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). A iniciativa, que depende de plebiscito, já foi sancionada pela presidenta Dilma e, de cara, 410 novos municípios deverão ser criados nos 26 estados, onde já existem 5.570 cidades. Só poderá virar cidade as localidades com, no mínimo, 5.997 moradores.
É do senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) a autoria do projeto que isenta os trabalhadores do desconto de 6% do valor do vale-transporte. Para ele, esse valor ajuda ao empregado e não causa forte impacto à economia do empregador.
Fonte: Jornal de Hoje-NI (Coluna Visão Geral)
Reforma Política mais uma oportunidade perdida
Minha proposta de voto distrital misto acabou enterrada numa curiosa aliança entre o PT e os tucanos. Foi algo meio incompreensível na medida em que a proposta que eu defendia contemplava parcialmente (em 50%) o voto por lista defendido pelo PT que acabou no entanto preferindo a proposta de Pestana.
Esta é basicamente o sistema proporcional personalizado atual –para mim a uma das raízes dos males da política brasileira-- só que subdividido em grandes distritos. Isso melhora as condições de campanha para a média dos políticos: barateia e regionaliza mas mantêm alguns dos grandes males: continuaremos a ter gente eleita com menos votos que outros não-eleitos e a política continuará a ser um jogo hiperpersonalista.
Alfredo Sirkis é jornalista, escritor e deputado federal pelo PSB-RJ
Fonte: JB(Jornal)
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