quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Dilma telefona para Paes e Cabral e oferece ajuda

Em telefonemas para o governador fluminense, Sérgio Cabral, e o prefeito carioca, Eduardo Paes, a presidenta Dilma Rousseff ofereceu ajuda para o enfrentamento das chuvas que atingem o estado. Ela manifestou solidariedade à população, que sofre com as condições climáticas que causaram o acionamento de sirenes de alerta em 49 comunidades.

Paulo Victor Chagas
Repórter da Agência Brasil 
Brasília – Em ligações telefônicas feitas para o governador fluminense, Sérgio Cabral, e para o prefeito carioca, Eduardo Paes, a presidenta Dilma Rousseff ofereceu ajuda federal para o enfrentamento das chuvas que atingem o estado. De acordo com o Blog do Planalto, a presidenta manifestou solidariedade à população fluminense, que sofre desde a madrugada com as condições climáticas que causaram o acionamento de sirenes de alerta em 49 comunidades.
Cerca de 2 mil pessoas estão desabrigadas no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde 30% da cidade estão inundada e foi decretado estado de calamidade pública.
Ontem (10), a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, recebeu representantes do governo do Rio e ministros de Estado para avaliar a execução das ações de gestão de risco e resposta a desastres naturais. Na reunião, foi apresentado um balanço do programa, que mostra investimentos de R$ 2,3 bilhões, sendo R$ 229 milhões em parceria com o governo estadual para a contenção de encostas.
O Ministério da Integração Nacional informou há pouco que está disponibilizando cestas básicas, colchões, cobertores, água potável e kits de higiene pessoal para auxiliar o estado no atendimento às vítimas.
A pasta divulgou nota informando que a Defesa Civil Nacional vai analisar o pedido de liberação de kits ou de recursos financeiros para a assistência e o socorro aos municípios de Queimados e Japeri, na Baixada Fluminense, solicitados pelo governo estadual.
De acordo com o ministério, o governo acompanha de perto a situação e está atento às necessidades da população. O ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, entrou em contato com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito carioca, Eduardo Paes, para se colocando à disposição e auxiliar no socorro aos atingidos.

Chuvas no Rio: Japeri é o município com maior número de famílias desalojadas

Rio de Janeiro – A Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos divulgou, há pouco, um balanço sobre os danos causados pela forte chuva de hoje (11) na região metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com o levantamento, Japeri é o município com maior número de famílias desalojadas, mais de mil, e 23 abrigadas. Em Queimados, são 800 famílias desalojadas e 26 abrigadas, enquanto Nova Iguaçu tem cerca de 200 famílias desalojadas e Mesquita, 50.
Equipes da secretaria estão se dirigindo às cidades afetadas para apoiar as prefeituras no atendimento às famílias desalojadas e as que se encontram abrigadas provisoriamente em escolas. A secretaria informou também que enviará aos municípios material de limpeza, de higiene pessoal, colchonetes, água potável e cestas básicas.  
Na capital, as doações para os municípios da Baixada Fluminense podem ser entregues no Abrigo Cristo Redentor, na Avenida dos Democráticos, 1090, em Bonsucesso. Na Baixada Fluminense, a Secretaria de Asssistência Social instalou postos de arrecadação de donativos em Nova Iguaçu, na Rua Dr. Luís Guimarães, 956 – Centro; em Queimados, no Centro Esportivo Vila Pacaembu, e em Japeri, na Escola Municipal Bernardino de Melo, na Estrada de Santo Antonio.

Nova Iguaçu tem 2 mil desabrigados e prefeito decreta estado de calamidade pública


Rio de Janeiro – As chuvas que atingiram principalmente a região metropolitana do Rio desde a noite de ontem (10) deixaram cerca de 2 mil pessoas desabrigadas no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um dos mais afetados pela enchente. Aproximadamente 30% da cidade registram inundação, segundo estimativa do prefeito, Nelson Bornier, que sobrevoou a região no início da tarde de hoje (11) e decidiu decretar estado de calamidade pública.
A maior parte dos desabrigados e desalojados, de acordo com ele, está sendo acolhida em igrejas evangélicas e católicas. “Fomos surpreendidos com este temporal, que inundou os quatro cantos da cidade. Estamos com o município alagado em diversos bairros. Estamos recebendo a ajuda da população, que está respondendo às necessidades com donativos, roupas, colchonetes e cestas básicas. Estamos trabalhando para dar o apoio necessário a essas famílias e retornamos o mais rápido possível à normalidade”, disse Bornier.
O prefeito está em contato com o governo do estado, que já destinou máquinas e equipamentos para ajudar as equipes de resgates e limpeza. Bornier informou ainda que vai solicitar auxílio ao Ministério da Integração Nacional, para que libere recursos que possibilitem reconstruir a infraestrutura da cidade, principalmente a malha viária, que teve o asfalto bastante danificado, e a recolocação da rede de drenagem, em muitos locais arrancada pela correnteza. Ele declarou que ainda não é possível estimar o valor do prejuízo.
A Rodovia Presidente Dutra, que corta o município e liga Rio de Janeiro a São Paulo, chegou a ficar totalmente interrompida pela água, em um trecho próximo ao bairro de Austin. Ao longo da via, empresas tiveram seus depósitos e pátios de estacionamento inundados, causando um grande prejuízo. Bornier disse esperar que a concessionária da rodovia, a Nova Dutra, invista mais para evitar enchentes em determinadas áreas.
“Ela não se preocupa com o seu deságue. Fica a cargo de cada município. Ela deveria se preocupar como um todo, não é só fazer uma rodovia sem que se preocupe também com o deságue em cada bairro com que ela vai se encontrando em sua extensão.”  A empresa CCR Nova Dutra informou, por meio de sua assessoria, que não se pronunciaria sobre a declaração do prefeito.
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Nenhum comentário:

Postar um comentário