A direção nacional do PDT encaminhou notificação a cada um dos integrantes da bancada federal do partido na Câmara dos Deputados informando-os, oficialmente, da decisão tomada no dia (15/4) na reunião da Executiva com parlamentares, mais os integrantes da Comissão de Ética e presidentes dos movimentos, de que é questão fechada para o PDT votar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A notificação destaca que quem votar a favor do impeachment “sofrerá as sanções previstas no Estatuto, que prevê expulsão e consequente perda do mandato parlamentar, além da imediata intervenção nas direções estaduais e municipais nos casos pertinentes – observado o devido processo legal, ampla defesa e contraditório”.
A desobediência à decisão do Diretório Nacional do PDT, tomada dia 22 de janeiro último, acarretará na intervenção imediata da Executiva Nacional, já a partir da próxima segunda-feira (18/4), além das direções estaduais – nas comissões provisórias e nos diretórios municipais – inviabilizando o lançamento de candidatos a prefeito e vereador nas eleições de 2016.
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Comunicado aos Diretórios Estaduais e Municipais
Os Diretórios Estaduais do PDT presididos por Deputados Federais que desobedecerem à decisão do Diretório Nacional, votando pelo impedimento da Presidente Dilma Rousseff, sofrerão intervenção já nesta segunda-feira (18/04/2016).
Todas as comissões provisórias municipais serão destituídas e os diretórios municipais, por igual, sofrerão intervenção, o que inviabilizará o lançamento de candidatos a Prefeitos e Vereadores nas eleições de 2016.
Avise ao seu Deputado.
Direção Nacional do PDT
Veja vídeo com o presidente nacional do PDT
O PDT iniciou nesta segunda-feira (18/4) o processo de expulsão dos seis deputados federais do partido que ontem, domingo, votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) – contrariando determinação expressa do Diretório Nacional.
A decisão do PDT de votar contra o impeachment foi tomada em dezembro do ano passado, sendo referendada posteriormente, por unanimidade, pelo Diretório Nacional reunido em Brasília dia 22 de janeiro; e, por último, confirmada na última sexta-feira (15/4), em reunião da Executiva com integrantes da Comissão Nacional de Ética, presidentes dos movimentos de base partidário e integrantes das bancadas do PDT na Câmara e no Senado.
Reunida nesta manhã (18/4) na Sede Nacional do partido, em Brasília, os membros da Comissão Permanente discutiram o comportamento dos deputados do PDT e, ao final, confirmaram a decisão de expulsar os deputados infiéis.
Votaram contra a determinação da direção do partido e foram expulsos, de ofício, os deputados federais Mario Heringer (MG), Sérgio Vidigal (ES), Giovanni Cherini (RS), Flávia Morais (GO), Subtenente Gonzaga (MG) e Hissa Abrahão (AM).
A Comissão de Ética, como anunciado, iniciou os processos de expulsão garantindo a todos amplo direito de defesa previsto na legislação e nos estatutos; e vai submeter o seu parecer ao Diretório Nacional do PDT já convocado para decidir sobre o assunto no próximo dia 30 de maio, no Rio de Janeiro.
Os que forem dirigentes estaduais serão destituídos dos cargos, caso do Espirito Santo, presidido por Sergio Vidigal; e Goiás, presidido por Georges Morais – e também serão destituídas as comissões provisórias do PDT nos estados de Minas Gerais e Amazonas presididas, respectivamente, pelos deputados Mario Heringer e Hissa Abrahão.
A decisão de expulsar os infiéis foi tomada pela Executiva em dezembro passado, ato referendado pelo Diretório nacional dia 22 de janeiro e, por último, confirmado na sexta-feira passada (15/4) na reunião da Executiva Nacional, com a Comissão de Ética, movimentos partidários e bancada federal do partido. Os parlamentares, todos, também foram avisados por escrito que corriam risco de expulsão caso não votassem contra o impeachment.
Fonte: Diretório Nacional do PDT
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