Um bilhão de litros de chorume (líquido poluente que se forma em lixões) são jogados nos solos, rios e mares do Brasil: o equivalente a 320 piscinas olímpicas. De acordo com Márcio Matheus, presidente do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana, a situação deve se agravar se a Câmara dos Deputados prorrogar, para 2021, o prazo para erradicação dos lixões.
Fonte - Jornal O dia
"Análise do Petrolixo enterrado ".
Estabelece a legislação
brasileira pela LEI da PNRS, de Nº 12.305/10, que a matéria orgânica contida
nos resíduos sólidos urbanos deva ser destinada à geração de energia e os
recicláveis plásticos
reindustrializados, jamais enterrados. Aterros Sanitários só para
materiais inertes. Esta lei de larga aplicação que independe da tipicidade do
lixo é de uma versatilidade não encontrada em qualquer outra parte. Pela sua
implantação a população fica imune a patogenias e alivia as despesas inerentes
que são ponderáveis.
Apesar de sua extrema
proficiência, ficou aprisionada no Congresso por mais de vinte anos e sendo
aprovada em agosto de 2010, só foi regulamentada na véspera do natal e fora do
Palácio. Seu limite de aplicação estava previsto para o prazo de 4 anos,
estamos em 2017 e estamos na prorrogação até que forças preocupadas no
atendimento dos primordiais interesses da população venham a atuar. E, é
chegado o momento.
As Concessionárias
credenciadas operam metade da quantidade do lixo no território nacional. Por
exigência legal devem cumprir a lei, sem alteração da taxa do lixo fixada pela
prefeitura. Como a tecnologia anterior era a de simplesmente enterrar o
material e a atual a de industrializar os recicláveis e gerar energia, os
custos dispararam, impossibilitando a operação, em conseqüência ... a
prorrogação !
Este mercado é dominado por empresas de grande porte que através de
licitações norteadas pelos conluios, com frequência envolvendo o SETOR PÚBLICO,
fixam através de cartéis preços acima do razoável e em detrimento dos
interesses do povo. Recursos sempre existiram e a tecnologia está disponível há
mais de dez anos, faltou vontade política.
Fonte - Econaval - Comadante Décio Bernardo
Tragédia programada.
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