sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Coronavírus já matou 26 pessoas; OMS mantém alerta permanente

Os passageiros usam máscaras para evitar o surto de um novo coronavírus na Estação Ferroviária de Alta Velocidade West Kowloon de Hong Kong, em Hong Kong, China em 23 de janeiro de 2020. REUTERS / Tyrone Siu

Vinte e seis mortos e 830 pessoas infectadas com o coronavírus são os números mais recentes sobre o coronavírus, divulgados pelo governo chinês. A agência de notícias France Press cita a Comissão Nacional de Saúde da China e diz que mais de mil casos considerados suspeitos estão sendo investigados. O Japão anunciou, na madrugada de hoje, o registro de mais uma pessoa infectada pelo vírus. Uma segunda pessoa infectada também foi confirmada na última madrugada na Coreia do Sul.  Há poucas horas, o Cirque du Soleil anunciou o cancelamento de todos os espetáculos na cidade de Hangzhou, na China.  Mesmo diante desse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a considerar prematuro declarar situação de emergência internacional, mas reconheceu a urgência na China, acrescentando que acompanha atentamente a situação.  A OMS admite voltar a reunir uma comissão de peritos para analisar a questão. Três cidades chinesas estão de quarentena. Até agora não há conhecimento de qualquer caso na Europa.  Muitos aeroportos em todo o mundo já estão adotando medidas de controle dos passageiros procedentes da China.

Wuhan terá em fevereiro hospital para infectados pelo coronavírus



Um trabalhador desinfeta a praça em frente à Estação Ferroviária Hankou, fechada após o fechamento da cidade de Wuhan após o surto de um novo coronavírus, em Wuhan, província de Hubei, China, 23 de janeiro de 2020. Diário da China via REUTERS

A região metropolitana de Wuhan, na China, vai ganhar um hospital para acolher pacientes infectados com coronavírus.  O edifício, com cerca de 25 mil metros quadrados, tem abertura prevista para dia 3 de fevereiro, reunindo condições para acomodar mil camas e recursos médicos para fornecer tratamento isolado e eficiente aos doentes com essa pneumonia viral.  A medida foi tomada no momento em que o número de casos de contágio não pára de aumentar na cidade onde surgiu a epidemia. Atualmente, as pessoas diagnosticadas com o coronavírus estão sendo tratadas em diversos hospitais e clínicas em Wuhan. O Ministério da Ciência e Tecnologia anunciou que a China criou uma equipe nacional de pesquisa, com 14 especialistas, para ajudar a prevenir e a controlar o mais recente surto de coronavírus, colaborando com suporte científico em matéria de rastreamento de vírus, transmissão, métodos de detecção, evolução do genoma e desenvolvimento de vacinas. O mais recente balanço das autoridades chinesas revela que número de mortos devido ao surto de coronavírus subiu para 26 e o de casos confirmados aumentou para 830. De acordo com as autoridades, há também 1.072 casos suspeitos. Hoje, a China anunciou a morte de uma pessoa perto da fronteira com a Rússia - a mais de 1.800 quilômetros da cidade de Wuhan -, a segunda fora do epicentro do surto.  O fato é que o aumento de casos registrados tem deixado a população receosa sobre uma potencial epidemia semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong. Na época, para proporcionar tratamento e controle da Sars, Pequim construiu o Hospital Xiaotangshan, um centro médico temporário no subúrbio norte da cidade, em apenas sete dias. e admitiu um sétimo dos pacientes no país em dois meses. O Japão e a Coreia do Sul confirmaram o registro, na madrugada desta sexta-feira, de dois novos casos de infectados pelo vírus. As autoridades chinesas consideram que o país está no ponto "mais crítico" e colocaram em quarentena, impedindo entradas e saídas, três cidades onde vivem mais de 18 milhões de pessoas: Wuhan, e as vizinhas Huanggang e Ezhou. E, para tentar travar a propagação, cancelaram as comemorações do Ano Novo chinês em várias localidades, incluindo a capital, Pequim.  O Comitê da Organização Mundial da Saúde optou por não declarar emergência de saúde pública internacional por enquanto, porque considera ainda cedo .
*Emissora pública de televisão de Portugal
Fonte - Agencia Brasil


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