quarta-feira, 6 de novembro de 2013

“Essa tal de INTERNET !"



Desde o início de seu funcionamento a Internet tem despertado o interesse de pesquisadores e estudiosos, preocupados em entender sua importância em nossas vidas, em nossas relações, nosso aperfeiçoamento e nosso trabalho. Entre muitos, inicialmente, eu destacaria três nomes: Paul Virilio, Pierre levy e Nicholas Negromonte.  Eles tem visões mais pessimistas ou mais otimistas a respeito da internet.
 Vale a pena conhecer .
 Ajuda a gente entender e conviver melhor com ela.


  Paul Virilio (ParisFrança1932) é um filósofourbanista francês, arquiteto, polemista, pesquisador e autor de vários livros sobre as tecnologias da comunicação


Define a era da informática como algo perigoso, já que nos leva à perda da noção da realidade, quebrando distâncias e territorialidades e ainda proporcionando uma quantidade absurda de informações. Ele é caracterizado como um crítico que vê como negativas as implicações dos meios de comunicação de massa, apesar de não se considerar como tal, Virilio não considera a eliminação da internet e da cibernética, mas sugere que elas sejam utilizadas de forma civilizada. Para ele, estar na contramão das modas intelectuais é uma obrigação dos pensadores autônomos e engajados nas lutas por um mundo melhor. Ele relaciona a internet com a história e a cultura norte-americana, caracterizada por uma imposição ao mundo, um controle universal como o “big brother” previsto por George Orwell. Paul cita também o empobrecimento gerado pela concentração de dinheiro nas mãos de poucos e a automação que substitui o homem em quase todas as áreas.

Paul Virilio é um democrata, crítico do neoliberalismo, do capitalismo, da globalização e do novo império da técnica em todas as suas formas, do ciberespaço à automação. “Velocidade” pode ser considerada a palavra-chave dos pensamentos de Virilio acerca da Cibercultura, pois, segundo ele, a realidade é definida por um mundo virtual, onde se pode está em todos os lugares e ao mesmo tempo em nenhum, ou seja, não se tem mais a noção de tempo e espaço. Ele acredita que nós estamos vivendo a Era da “Dromologia” (dromos= corrida), em que a pressa dita o ritmo das mídias e se nega a reflexão e se intensifica a superficialidade.


Virilio afirma ainda que o teatro e a dança são as duas únicas linhas de resistência à virtualização: “Não há globalização sem virtualização. O teatro e a dança têm necessidade de apresentar o corpo. Então são as artes do corpo por excelência. É preciso preservá-las, se as deixarmos desaparecer na virtualização, se não preservarmos os corpos de atores e dançarinos, provaremos que as novas tecnologias são exterminadoras dos corpos não apenas através do desemprego, da miséria, mas também da referência à corporalidade, isto é, à própria teatralidade”.  


Amanhã a gente fala mais.

Enviado por : Jorge Mourão
Fonte: Wikipedia

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